quarta-feira, 16 de março de 2011

Projecto Entrescrita



Entrevista com Ekaterina Malginova


EKATERINA MALGINOVA nasceu em Tymen, na Rússia, em Abril de 1991. Foi criada e educada pela Avó, a qual sempre tentou motivá-la pela literatura. Ainda pequena lia e decorava poesia de Alexander Pushkin e Sergei Yesenin (dois escritores russos). Acabou a 3ª Classe na Rússia e, em 2000, juntamente com os seus pais, veio para Portugal onde pretende ficar pelo menos até terminar o curso superior. Conseguiu adaptar-se bem à língua e à cultura de um país novo. Com dezasseis anos começou a gostar realmente de escrever, especialmente poesia. Depois de terminar, no ano passado, o ensino secundário, na Escola Secundária de S. Pedro do Sul, entrou na Universidade de Coimbra, no curso de Estudos Europeus. Ekaterina quer seguir a carreira diplomática.



Até ao momento publicou um livro de poesia. Como surgiu “Espelhos de Alma”?
Por mero acaso vi o anúncio da editora “Porca Danada” no jornal “Gazeta da Beira” e decidi arriscar. Enviei todos os meus poemas para o endereço da editora e passados alguns meses responderam. Fui aceite e foi possível a publicação do meu livro.

O que é para si a poesia?
Um desabafo da alma; uma companhia, uma espécie de amigo. E, claro, uma bela forma de expressão de arte.

O que é para si um livro?
Uma fonte de conhecimento, seja qual for o seu assunto.

Qual o seu livro-de-cabeceira?
Tenho vários, ou melhor eles vão mudando. Neste momento são livros de História da Europa e Mundial.

E qual o escritor que mais admira?
Florbela Espanca e Fernando Pessoa se se trata de poesia. Turgeniev e Dostoievski se prosa.

Na sua opinião qual o papel da Biblioteca Municipal de S. Pedro do Sul na formação de um escritor?
Na minha opinião, é nas bibliotecas, neste caso na Biblioteca de S. Pedro do Sul, que nasce o primeiro gosto pela leitura. Na maioria das vezes é um simples passatempo que depois se torna em vontade de ler mais e mais.


sexta-feira, 11 de março de 2011

Sugestão de Leitura Infantil: " Viver em Sociedade - As Diferenças"



Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado no programa de Português do 3º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula - Grau de Dificuldade II.
Respeitar as diferenças físicas, valorizar outras culturas e escolhas religiosas alternativas, assim como sensibilizar o pequeno cidadão para a importância da solidariedade são os principais aspectos que integram a estrutura deste livro.

Sugestão de Leitura: " Corpo Presente"

de Anne Enright

Prémio Man Booker 2007


Anne Enright é considerada actualmente uma das vozes irlandesas mais singulares, ombreando com os melhores romancistas contemporâneos.
Ao reconstituir o fio de uma traição e redenção através das gerações, este livro mostra como as recordações se transfiguram e os segredos inquinam. Com uma inteligência notável, Anne Enright dá-nos uma perspectiva nova e inesquecível do mundo.
Anne Enright nasceu em Dublin em 1962. Publicou uma colectânea de contos, com o título The Portable Virgin, galardoada com o Prémio Rooney. Para além do presente romance, vencedor do Prémio Man Booker, é também autora dos romances The Wig My Father Wore, finalista do Prémio Irish Times/Aer Lingus Irish Literature; What Are You Like?, vencedor do Prémio The Royal Society of Authors Encore e The Pleasure of Eliza Lynch.
«Anne Enright escreveu um livro poderoso, inconveniente e, por vezes, irado. Corpo Presente é um olhar impiedoso sobre uma família enlutada, transmitido numa linguagem franca e surpreendente.»- HOWARD DAVIES, Presidente do Júri do Prémio Man Booker 2007.
«Uma reflexão poética sobre a memória e os laços que unem três gerações de uma família irlandesa. Onírica, sábia. […] Anne Enright é única.»- Kirkus Reviews.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Calendarização de Março do Bibliomóvel

Tendo em conta que estamos no início de um novo mês, sugere-se a consulta dos circuitos do Bibliomóvel para as próximas semanas na seguinte ligação.

terça-feira, 1 de março de 2011

Balanço - 6 meses de Biblioweb

Concluídos os primeiros 6 meses do projecto Biblioweb na Biblioteca Municipal de São Pedro do Sul, importa realçar alguns dados que contribuirão para a sua avaliação:
  • Visitas ao blogue: 2241
  • Mensagens publicadas: 57
  • "Amigos" no Facebook: 2963

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Inquérito - Conteúdos do blogue

57% dos visitantes votantes no primeiro inquérito neste blogue declaram que as entrevistas a escritores são o tipo de conteúdo que preferem.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sugestão de Leitura Infantil: "As Crónicas de Spiderwick - O Mapa secreto"

Porque será que as criaturas fantásticas querem tanto recuperar o livro de Arthur Spiderwick? Mallory e os gémeos, Jared e Simon decidem consultar a tia-avó Lucinda – e filha de Arthur – que vive há muito internada num hospício. Para espanto dos nossos amiguinhos ela está a par de tudo o que diz respeito ao Mundo Fantástico, ao que se passa na velha mansão e conta-lhes uma coisa espantosa acerca de Arthur... Lucinda sabe muito bem da existência do Guia Prático do Mundo Fantástico e é por isso que os adverte de que devem deixar imediatamente aquela casa mas é tarde demais! O Dedalete… Bem se queres mesmo saber o que está a acontecer desafiamos-te a acompanhar os três irmãos em mais esta galvanizante aventura!
Que a história dos meus sobrinhos seja um aviso.
Quanto mais souberes, maior é o perigo em que te encontras.
Acredita em mim, tu não vais querer intrometer-te na vida daqueles seres pequeninos!

Sugestão de Leitura: "Rosa Brava" de José Manuel Saraiva

Em 1368, D. Leonor Teles de Menezes, a mulher mais desejada do Reino, casa com o morgado de Pombeiro, D. João Lourenço da Cunha. O matrimónio é imposto por seu tio, D. João Afonso Telo, conde de Barcelos. Mulher fora do tempo, aceita contrariada o casamento, que a melancolia da vida do campo não ajuda a ultrapassar. Por isso, decide abandonar o marido e parte para Lisboa, para gozar a vida de riqueza e luxúria que a Corte proporciona. Perversa e ambiciosa, não tem dificuldade em seduzir o jovem monarca, D. Fernando, alcançando, desse modo, o poder que sempre desejou. Mas a nobreza, o clero e o povo não veêm com bons olhos esta aliança de adultério com o Rei. E menos ainda quando a formosa Leonor Teles se envolve com o conde Andeiro... "Rosa Brava" é um romance baseado na investigação histórica que, por entre intrigas palacianas, traições, assassínios e guerras com Castela, reinventa, numa linguagem cativante, uma das personagens mais fascinantes da História de Portugal.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Projecto Entrescrita - Luísa Ducla Soares


LUÍSA DUCLA SOARES (Maria Luísa Bliebernicht Ducla Soares Sottomayor Cardia) nasceu, em Lisboa, a 20 de Julho de 1939. É licenciada em Filologia Germânica. Iniciou a sua actividade profissional como tradutora, consultora literária e jornalista, tendo sido directora da revista de divulgação cultural Vida (1971-72). Foi Adjunta do Gabinete do Ministro da Educação (1976-78). Trabalhou desde 1979 na Biblioteca Nacional onde foi assessora principal e responsável pela Área de Informação Bibliográfica. Colaboradora de diversos jornais e revistas, estreou-se com um livro de poemas, Contrato, em 1970. Dedicada especialmente à literatura para crianças e jovens, publicou mais de uma centena de obras neste domínio. Escreveu 26 guiões televisivos que constituem a série sobre língua portuguesa Alhos e Bugalhos. Realizou o Site da Internet da Presidência da República para crianças e jovens (http://www.presidenciarepublica.pt/pt/main.html). 
Tem escrito poemas para canções, tendo sido editados vários CDs com letras exclusivamente de sua autoria musicadas por Suzana Ralha e Daniel Completo. Recusou, por motivos políticos, o Grande Prémio de Literatura Infantil que o SNI pretendeu atribuir-lhe pelo livro História da Papoila em 1973. Recebeu o Prémio Calouste Gulbenkian para o melhor livro do biénio 1984-85 por 6 Histórias de Encantar e foi galardoada com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian pelo conjunto da sua obra em 1996. As suas obras encontram-se traduzidas em diversas línguas, nomeadamente francês, catalão, basco , galego, holandês.


Porque escolheu dedicar-se à literatura infanto-juvenil?

Comecei na adolescência a inventar histórias para o meu irmão mais novo. Contava-as em episódios, ao longo de meses ou anos. Nunca as escrevi mas essa tarimba de contadora decerto me preparou para um futuro de escritora de literatura infantil.
Em 1972 publiquei A história da Papoila e recusei o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho que pretenderam atribuir-lhe, pois não estava disposta a aceitar um galardão de um regime alicerçado na Censura. Talvez isso me aproximasse mais do meu editor, José Saramago, que logo me encomendou seis livrinhos para o ano seguinte.
Comecei a interessar-me cada vez mais pelo mundo das crianças, até porque tinha então dois filhos ávidos de contos. 
Depois, nunca mais consegui parar e hoje tenho mais de cem livros para crianças e jovens.

O que é para si um livro?

Um livro é para mim um amigo insubstituível, sempre pronto a falar connosco. É uma floresta de experiências, uma escola que se leva debaixo do braço. Com ele abrimos os olhos e o coração para o mundo, aprendemos a pensar, a imaginar. Um livro pode ser tão divertido, tão poético, tão cheio de aventuras !
Como gosto tanto de livros, trabalhei mais de 30 anos na Biblioteca Nacional de Portugal, onde há nada menos de 3 milhões de livros. E quando me reformei, tive tantas saudades dos meus amigos de papel que ainda lá trabalho como voluntária.

Neste momento, qual o seu “livro de cabeceira”?

São vários, como sempre. Estou a ler as recolhas do património tradicional de José Leite de Vasconcelos, além de Eu sou um lápis, de Sam Swope, professor americano de escrita criativa , que nos relata a sua experiência muito interessante com alunos emigrantes.
Acabo de receber um belíssimo catálogo, que é praticamente uma fotobiografia de Sophia de Mello Breyner Andresen, cujo espólio foi agora formalmente entregue à Biblioteca Nacional, onde está patente uma exposição sobre a autora. Sophia, uma obra de poeta foi elaborado por Paula Morão e Teresa Amado. Acho que irei perder-me nas suas páginas nos próximos dias. Conheci pessoalmente Sophia e vou ter todo o gosto em a recordar , através das suas fotos e, principalmente, manuscritos.

Qual o escritor que mais admira?

Entre os romancistas portugueses, Eça de Queirós. Entre os poetas, Fernando Pessoa, José Gomes Ferreira, António Gedeão .
Entre os escritores de literatura infanto-juvenil, Sophia, António Torrado, Alice Vieira, entre vários outros.

Na sua opinião, de que forma as Bibliotecas influenciam a formação dos mais novos?

As Biblioteca Municipais têm um papel decisivo na formação dos mais novos. Hoje são um espaço multimédia, incluindo com frequência ludotecas, um espaço reservado a jornais, a computadores, a vídeos e CDs.
Que pena tenho de não ter podido frequentar uma na minha infância ! Desde que as descobri e tive autonomia para me deslocar até às bibliotecas, a minha vida nunca mais foi a mesma. Deslumbrei-me com a possibilidade de ter acesso a tantas obras de referência, a tanta literatura, tornei-me uma das melhores alunas , não porque estudasse loucamente mas porque aumentou muito a minha cultura.
Assim, bem antes de os meus netos aprenderem a ler, já estavam inscritos na biblioteca municipal mais próxima, onde participavam na hora do conto, faziam desenhos, jogos, entravam em todas as actividades próprias da sua idade. Em breve se tornaram leitores autónomos, entusiastas da biblioteca, para onde me obrigam a levá-los,

Livros publicados






Fotografia disponibilizada pela escritora.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Questionários

A partir de hoje, e de forma periódica, a Biblioteca Municipal de São Pedro do Sul apresentará neste espaço um breve questionário aos seus utilizadores. Esta iniciativa tem como propósito criar, desenvolver e adaptar projectos e trabalhos às necessidades e preferências do público.
Apela-se à vossa participação!