terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sugestão de Leitura: "Viagem ao Fundo de Um Coração"

de William Boyd
Qualquer vida é, à vez, vulgar e extraordinária, mas a de Logan Mountstuart – vivida desde o início do século XX – contém mais do que a sua quota-parte de ambas. Como escritor que encontra inspiração em Paris e Londres, como espião traído durante a guerra e como marchand de arte na Nova Iorque dos anos sessenta, Logan convive com as pessoas influentes da sua época. Mas como filho, amigo, amante e marido, comete os mesmos erros que todos cometemos na nossa busca da felicidade. Aqui fica, então, a história de uma vida vivida em pleno – e uma viagem ao fundo de um coração muito humano.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sugestão de Cinema: "Promessas Perigosas" de David Cronenberg

Sugestão de Leitura Infantil: "Lembranças da chuva"

de Inácio Pignatelli
Conjunto de três histórias para os mais novos: Lembranças da chuva, Aventuras de uma chávena irrequieta e Abruxa amarela ou a bruxa das rosas.

Sugestão de Leitura: "A caminho do nunca"

de Jaime Gralheiro

JAIME GRALHEIRO, homem de leis e do teatro. Embora sendo, segundo a cronologia, um homem da geração de 50, só despertou para o compromisso da intervenção cívica (na vertente política e artística) no início da década de 60. Tornou-se uma autêntica lenda viva lá donde é natural e se fixou: S. Pedro do Sul e o distrito de Viseu. A sua singularidade não ficou por aí e foi-se estendendo a todo o país nos vários "palcos" em que sempre actuou: a barra do tribunal, o espaço cénico e o comício político.

Quando já toda a gente o julgava reformado, eis que nos espanta com mais uma novidade: este "A CAMINHO DO NUNCA?" que é uma espécie de recreação-protesto dos anos sessenta, onde o registo oficial dos compêndios é subvertido, em favor da verdade profunda das emoções vividas por aqueles que tiveram de suportar esse tempo, fazendo a sua história.

Aqui ele nos apresenta uma crónica quase testemunhal de uma geração que terá perdido a guerra... ou talvez não!

Sugestão de Leitura: "História de Mayta"

do Prémio Nobel da Literatura Mario Vargas Llosa
É um romance sobre o movimento guerrilheiro peruano na década de 50, nos anos que antecederam a revolução cubana e coincidiram com ela; Através de uma personagem central, Mayta, desfilam acontecimentos que formam o contexto histórico, o pano de fundo constituído por ideias e ideais, contradições e falsos valores ideológicos, a cultura academicista atrofiada, o mundo universitário corrompido pela frustação, a violência no Peru, desde a época da inquisição.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sugestão de Cinema: A ESQUIVA (L'Esquive) de Abdellatif Kechiche (2003)

Sugestão de Leitura Infantil: Tanto, tanto!

de Trish Cooke
ilustrações de Helen Oxenbury
Tanto, tanto! é um texto de ficção realista que narra uma tarde de uma família comum de afro-ingleses. Trata-se do aniversário do pai da família e os parentes vão chegando pouco a pouco, sem que o leitor saiba bem por que aquelas personagens se estão a reunir. Todos que chegam querem abraçar, beijar, afagar e brincar com o bebé da família. Daí vem o título "Tanto, tanto! ". Há uma surpresa final com a chegada do pai e a festa de aniversário.






Sugestão de Leitura: A hora má: o veneno da madrugada

 de Gabril García Márquez

A um povoado perdido na América do Sul chegou a hora má dos camponeses, a hora da desgraça. Certo amanhecer, enquanto o Padre Ángel se prepara para celebrar a missa, ouve-se um tiro na aldeia. Um comerciante de gado, informado da infidelidade da mulher por um papel colado na porta da sua casa, acaba de matar o seu presumível amante. É um dos pasquins anónimos cravados durante a madrugada nas portas das casas, que não são panfletos políticos mas apenas denúncias sobre a vida privada dos cidadãos, e que nada revelam que não seja do conhecimento de todos há algum tempo. São os velhos boatos que agora se tornam públicos: traições amorosas e políticas, assassinatos, segredos de família envolvendo filhos bastardos e romances escusos. Todos se sentem atingidos e ameaçados, dos cidadãos mais eminentes aos mais humildes. Todos parecem ter algo a esconder e a revelar. Qualquer habitante pode ser o autor dos bilhetes ou a próxima vítima. Este romance foi adaptado ao cinema pelo realizador brasileiro Ruy Guerra.

Sugestão de Leitura: Códigos de Silêncio

de Ana Paula Almeida
Um livro de contos, crónicas, de encontros e desencontros de uma geração à procura de uma identidade: a solidão e o egoísmo, a amizade e a saudade, a traição e a morte, o amor e a paixão, presentes em retratos de vida, de homens e mulheres. São histórias ficcionadas de factos reais, num registo ora doce ora sarcástico, com palavras de todos os dias e de todas as noites. A ausência de quem vive nas estrelas, a par com a ausência de que, tangível, vive no meio de nós, ou mesmo ao nosso lado, a alegria e o desespero, de mãos dadas em pessoas singulares com lágrimas e sorrisos, máscaras e histórias, que não ficam para a História, apenas na memória de quem delas se quiser recordar. Em Códigos de Silêncio, com prefácio de Margarida Rebelo Pinto, são abordados temas como a maternidade, a adopção, a violência doméstica, paixões on-line, mas também grandes viagens, a locais apetecíveis. Ao longo das mais de duzentas páginas deste livro, há gente que nasce e que morre, gente que se apaixona e renasce, gente traída que pensa que vai morrer de dor e novos amores, que dão novo pulsar ao destino irrequieto, pelo olhar de uma mulher. São Códigos de Silêncio para ler e decifrar.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Exposição "Letras e Cores, Ideias e Autores da República"

No ano em que se comemoram 100 anos sobre a implantação da República em Portugal, a Biblioteca Municipal de S. Pedro do Sul tem a honra de receber a exposição “Letras e Cores, Ideias e Autores da República”, da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB), em colaboração com a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.

A partir de textos de autores que marcaram decisivamente a cultura humanístico-literária em Portugal no final do século XIX e início do século XX, a DGLB convidou dez ilustradores a tratar plasticamente dez temas representativos do contexto social, político, cívico e cultural da época: Ultimatum, Monarquia, 5 de Outubro, Igreja, Educação, Mulheres, Modernismo, Grande Guerra, Chiado e Revistas.

O resultado mostra de que forma literatura e arte, passado e presente, se podem cruzar de forma coerente e harmoniosa, dando corpo a um percurso fulcral da história portuguesa contemporânea: o triunfo da ideia republicana de cidadania, a instauração do regime, a participação de Portugal na I Grande Guerra e a vida política, social, cultural e artística deste período.

A exposição, patente desde 1 de Outubro e até 31 de Dezembro, pode ser visitada nos dias úteis, entre as 9h30 e as 19 horas (excepto quinta-feira de manhã) e aos sábados das 14 às 19 horas.